Sem estratégia conversacional, WhatsApp pode virar apenas conversa fiada

O WhatsApp emergiu como o canal de comunicação mais influente no Brasil, ultrapassando os veículos tradicionais em termos de impacto. Essa predominância se deve ao fato de que o WhatsApp é o aplicativo que as pessoas mais mantêm ativo e acessível ao longo do dia.

De acordo com o relatório ‘Digital 2024: Global Overview Report’, os brasileiros passam mais de 24 horas por mês utilizando essa ferramenta. Este é um marco sem precedentes na história da comunicação. Em uma era dominada por diversas inteligências artificiais generativas, como o ChatGPT, que estão ao serviço das marcas para produção de conteúdo em massa, a estratégia conversacional é a rainha! Ela emerge como o elemento central e mais eficaz da comunicação.

Os últimos avanços tecnológicos seguem um rápido ritmo de inovação e se tornam cada vez mais interessantes. Produzir conteúdos nos mais diversos tipos e formatos, parece que nunca foi tão fácil, rápido e barato. No entanto, o que a tecnologia não fará por você é criar uma estratégia conversacional consistente. Processo esse que exige fatores que vão além de comandos (famosos “prompts”). Precisa ser levado em conta o alinhamento com o negócio, análises mercadológicas, e o mais importante, o comportamento das pessoas.

Com relação ao hábito do uso de tecnologia, o maior paradigma das marcas para criar um plano de ação que seja capaz de destacar e conquistar a atenção das pessoas dentro do WhatsApp é oferecer a elas uma experiência que seja capaz de prover uma conversa útil, agradável, conveniente e se possível, significativa. Uma pesquisa do Opinion Box, de 2023, mostra que 79% dos usuários afirmaram que usam o aplicativo para entrar em contato com as empresas, e ainda outro dado importante, 59% das daqueles que responderam às perguntas, consideram utilizar a plataforma para realizar a compra de produtos e serviços.

O maior paradigma das marcas passou a ser a criação de estratégias que sejam capazes de se destacar e conquistar a atenção das pessoas dentro do WhatsApp. Nenhuma marca quer que seu canal seja “arquivado” ou seja vista como “conversa fiada”. Imagine você preso em um elevador com outra pessoa e simplesmente vocês não terem o que conversar. É óbvio que você ficará desconfortável e não vai desejar vê-la nunca mais. No WhatsApp é a mesma coisa: os diálogos precisam entregar experiências.

Para realmente chamar a atenção de alguém no seu canal, sua estratégia precisa ser capaz de criar estímulos, mantendo as pessoas interessadas em todas as fases da relação. Se bem executada, essa abordagem não apenas solidifica a conexão, mas também gera resultados notáveis e duradouros para seu objetivo inicial. Afinal, quem não aprecia uma boa conversa? Caso não goste, a pessoa nem terá o aplicativo instalado em seu celular. Portanto, é essencial que cada interação seja valiosa, fortalecendo a relação através de uma comunicação que engaja e que agrada.

*Luiz Tardelli é CEO e fundador da Getbots, empresa especializada em marketing conversacional.

Fonte: Mundo do Marketing

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